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Afinal, é ou não é, uma vergonha?

Postado no dia 20/janeiro/2011 em Geral por Rubens de Almeida

Confesso que não gostaria de fugir dos assuntos que, diretamente, dizem respeito à sociedade botucatuense, ainda mais, depois que tomei conhecimento do “desabafo” que o ex-prefeito municipal Mário Ielo fez através de uma emissora de rádio local – com certeza, num momento oportuno, vou contar aos meus leitores um “causo” envolvendo o ex-administrador do município, numa campanha filantrópica realizad a n

a cidade, que me causou muita revolta; entretanto, a fatalidade gerada pela força da natureza, que vitimou centenas de pessoas e alguns fatos nojentos, que, infelizmente, só acontecem neste Brasil que insistem em dizer que é de TODOS OS BRASILEIROS, impulsionaram-me a escrever este artigo.

Primeiramente, quero me solidarizar com todos aqueles irmãos cariocas pela amarga realidade que vêm enfrentando, afinal, a vida é mesmo assim; nenhum de nós consegue imaginar do quê a natureza é capaz. Evidentemente que os órgãos governamentais podem nos alertar sobre determinados riscos a que estamos expostos, porém, nem sempre aquilo a que somos orientados conseguimos colocar em prática. E assim exatamente foi o que aconteceu na maioria dos deslizamentos de terra nas cidades serranas d o

Rio de Janeiro.

Longe de mim querer questionar os “estalos” que a natureza provoca, sobretudo, quando se tratam de situações que poderiam ser evitadas com programas de prevenção; na verdade, a única saída que encontramos pela frente após uma desgraça dessa proporção é darmos as mãos uns aos outros, em prol do bem estar coletivo. Acredito que o povo brasileiro (não só os cariocas) terá um papel muito importante na reconstrução de tudo o que acabou destruído nessa tragédia.  Aliás, parece que o outro lado da moeda também está movimentando a população da sempre encantadora “Cidade Maravilhosa”.

Excepcionalmente, no mesmo dia em que catástrofes aconteciam em vários pontos desse respeitado Estado, um mocinho mimado (Ronaldinho Gaúcho) desses boyzinhos que vivem em função do “cascalho”, amparado por seu procurador e irmão Assis (gente finíssima) e cuja família havia, dias atrás, “fechado as portas” de um programa social que envolvia o futuro de centenas de crianças carentes no Rio Grande do Sul, conseguiu levar para a sede do CR Flamengo milhares de pessoas para aplaudir a sua chegada ao clube. Quanta estupidez!

Confesso que não conseguia entender nada dos noticiários, uma vez que, um canal de televisão reservava espaços para mostrar a tragédia dos morros e outro para registrar a “façanha” da presidente do Flamengo Patrícia Amorim; o mais grave é que tudo estava acontecendo no mesmo lugar.

Tinha mais gente “prestigiando” a chegada do jogador, do que voluntários no auxí lio aos desamparados.

É o fim da picada!

Além do mais, será que esses torcedores sabem que esse “fenômeno” que acabou de ser mandado embora da Itália vai ganhar por mês o equivalente a 2.800 salários mínimos, ou melhor, R$ 1.500.000,00, aproximadamente? Acredito que não; a ficha desses fanáticos torcedores só cairá no dia em que ocorrer o primeiro “choque” entre esse “dodóizinho” e algumas estrelas do time flamenguista, o Professor Vanderlei Luxemburgo, por exemplo.  Como bem diz o renomado jornalista Boris Casoy: “isso é uma vergonha”!

Seria bom que toda essa quantia astronômica em dinheiro oferecida a um único brasileiro também marcasse presença no dia-a-dia daqueles que perderam tudo com os deslizamentos de terra; no entanto, nada disso ocorrerá, pelo menos, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral não demonstrou nos seus primeiros atos, estar com a “mão aberta”. O governo carioca planeja ofertar aos desabrigados tão somente a oportunidade de sacar 40% do FGTS e, àqueles que perderam suas moradias, alguns meses de “Vale Aluguel”, no valor de R$ 300,00 cada. Disso, nem mesmo o respeitado apresentador Boris Casoy pode falar que é uma vergonha.

É, minha gente, lamentavelmente, têm acontecido muitas tragédias neste país ric o e

maravilhoso.

Sempre que a natureza mostra o seu descontentamento com o homem, ela consegue deixar, mais do que evidenciado, um rastro enorme de tristeza e desespero.

Ainda bem que “nóis”, filhos deste país injusto socialmente – que insistem em dizer que é de todos os brasileiros – continuamos contando com a força, a proteção e o Poder Dele, o Protetor do Mundo.

Por fim, deixo duas indagações no ar: a primeira direcionada ao “novo” astro do futebol nacional: prezado Ronaldinho, talvez você não saiba, mas muitos artistas (bem mais reconhecidos do que você e que faturam bem menos), não abrem mão de ajudar o próximo. Vá visitar o hospital do Câncer de Barretos, por exemplo, e tome conhecimento da realidade que norteia aquela Casa de Saúde gigantesca e quem são os seus colaboradores.

A outra em forma de reflexão a todo povo brasileiro: o governo federal está prometendo um sistema nacional de alerta e prevenção de desastres naturais.

Só que a perspectiva de ação é só para daqui a quatro anos.

Haja paciência!

Meu carinhoso abraço desta semana é dedicado, especialmente, aos amigos da Rádio Municipalista de Botucatu, que, na manhã seguinte aos “estragos” provocados pela natureza no Rio de Janeiro, “arregaçaram as mangas” e iniciaram uma bonita arrecadação de donativos que serão enviados aos desabrigados, através da Defesa Civil do Município.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com

Um lar muito mais do que acolhedor!

Postado no dia 13/janeiro/2011 em Botucatu,Medicina,Saúde,Solidariedade por Rubens de Almeida

Enquanto em muitas cidades brasileiras o caos da saúde pública continua castigando, aqui, na nossa sempre acolhedora Botucatu, raros exemplos apontam caminhos de como devemos cuidar de seres humanos enquanto enfrentam a luta de recuperar sua saúde, sobretudo, daqueles que se deslocam, muitas vezes de longas distâ ncias, para receberem o tratamento adequado.

Há exatos cinco anos (dezembro de 2005) um projeto de cunho social que visava unicamente humanizar o tratamento de pacientes que procuravam por socorro no nosso Hospital das Clínicas, saiu do papel e, de um jeito bastante simples, começou ser colocado em prática.

Obviamente que a falta de recursos (na época o nosso HC

lutava com todas as forças para conseguir sobreviver) ocasionava muitas preocupações em relação ao desenvolvimento deste “baita” programa; no entanto, o comprometimento de um servidor público – aliás, filho nato da Instituição UNESP – que tinha a “caneta na mão” e que, em momento algum, deixou a “peteca cair”, Professor Doutor Pasqual Barretti, conseguiu, num curto espaço de tempo, consolidar toda a vontade que dois funcionários antigos da Universidade (eu e a inseparável amiga Solange de Moraes) tinham em ver esse empreendimento crescer e ganhar proporções.  Para a nossa alegria, dia 16 de dezembro de 2005 inauguramos a primeira Casa de Apoio ao Paciente Oncológico, UM LAR MUITO MAIS DO QUE ACOLHE

DOR.

O tempo foi passando e esse cidadão do bem, juntamente com outros diri gentes

com comprometimentos idênticos, para a nossa felicidade, acabou indicado para responder pelos destinos da Fundação que amp

ara o nosso gigantesco HC, a FAMESP.

Claro que era tudo o que queríamos, afinal, sempre soubemos dos bons propósitos desta fundação em relação aos pacientes do HC. Esse fato somado ao arrojo e a determinação do Doutor Pasqual, com certeza, nos proporcionaria dias melhores.

Não deu outra, a tranquilidade aumentou tanto a ponto de triplicar o nosso “fôlego”. Aquela esperança de crescimento que norteava nos dois, a cada dia que passava ia se tornando uma só lida e gostosa rea

lidade.

Como crescimento é palavra de ordem dentro de todo o Campus Universitário de Rubião Junior, eis que outra especialidade muitíssimo importante no nosso complexo hospitalar (Oncologia Pediátrica) começou a atender os seus primeiros pacientes.

Mais uma vez tivemos que “correr” atrás do tempo e preparar outro espaço que pudesse abrigar com mais carinho ainda, as crianças portadoras dessa moléstia. Novamente a receptividade do mestre Pasqual e dos seus colegas de Diretoria fez a diferença. Há exatos dois anos, um “cantinho” bastante carinhoso, também na Avenida Bento Lopes, acolhe crianças de várias partes do Brasil.

Mesmo com essas duas preciosidades em funcionamento e, o mais importante, sendo custeadas quase que integralmente pela FAMESP,

estamos prestes à outra inauguração. Se Deus quiser, ainda este ano, ao lado dos amigos diretores e conselheiros desta fundação que sempre pautou pela boa qualidade do atendimento aos usuários do HC, entregaremos outra bela e aconchegante “moradia”. Desta vez os beneficiados serão os pacientes transplantados, que, terão a sua disposiçã o, de imediat

o, 11 apartamentos duplos.

Esse empreendimento (que, diga-se, teve a sua fundação custeada com recursos do governo do Estado, através de Emenda Parlamentar do Deputado Milton Flávio) está sendo construído ao lado do prédio que abriga a Associação de Doadores de Órgãos e Transplantados – APTO e a Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso – ABAH, que também sã o ap

oiadas pela FAMESP.

Enfim, como disse no inicio desta explanação, ainda existem pessoas comprometidas com o bem comum, principalmente, quando se trata da saúde da nossa gente.

Parabéns a todos que abraçaram uma causa dessa grandeza.

Meu carinhoso abraço desta semana é dedicado a todos os meus companheiros do dia a dia, no atendimento aos “hóspedes” dessas duas “residências” maravilhosas (Solange de Moraes, Adriana Henriques, Marli Lima Oliveira, Lucimara Vito Passaroni, Marcos Camilo, Silvio Geraldo “Dindo” dos Santos, Lurdinha, Ana Rosa, Débora Giacobino Ferreira, Andréia Basso, Pedro, Luiz Carlos, Flávia, Luizinho, Luiz Carlos, Rogério, Paulo, Fábio, Dirce, Ângela, Benizia, Ofélia, Andréia Cristina, Toninha, Sandra, Dona Ana Pimentel e demais colegas que indiretamente contribuem com o bom funcionamento da casa) e, muito especialmente, ao mais novo Secretário de Educação do Estado de São Paulo, o ex-reitor da UNESP, Professor Herman Jacobus Cornelis Voorwald, um amigo muito especial com quem, por quatro anos, convivi harmoniosamente na Reitoria da Universidade, na administração do Professor José Carlos Souza Trindade.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com