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Há muitos anos, o nosso HC tem feito a diferença!

Postado no dia 7/setembro/2011 em Saúde por Rubens de Almeida

Há muito tempo, o “nosso” Hospital das Clínicas da UNESP tem feito a diferença no eficaz atendimento daqueles que, para ele, se deslocam à procura de resolução para os diversos problemas de saúde enfrentados.

Queiram ou não, isto é uma realidade que não abrange somente a população botucatuense, mas de uma vasta região que compreende mais de 100 municípios do Estado de São Paulo e, porque não dizer, de muitas cidades brasileiras.

Pois bem, nos últimos dias, esse mesmo complexo hospitalar, referência em todo país – salvação de muitos Prefeitos Municipais que optam por comprar um ônibus para transportar seus munícipes para cá, em vez de estruturar uma unidade de saúde “em sua casa” para cuidar da sua gente – vem sendo notícia (não muito agradável) em diversos veículos de comunicação; ora por um fato corriqueiro, ora por um desses imprevistos que, infelizmente, não deixam de ser normais quando o incidente envolve crescimento e desenvolvimento.

Acho até, que esse “baita” hospital, que qualifica anualmente centenas de profissionais médicos, merecia de todos nós, um tratamento, no mí nimo, bastante carinhoso.

No entanto, estamos no Brasil.

Só na semana que passou, dois episódios indigestos abalaram, não só a imagem do nosso querido HC, mas principalmente, o brio de servidores (certamente, mais de 1500) que, dia após dia lutam para que essa maravilhosa potência continue sendo uma referência positiva no cuidado ao nosso povo.

om o seu dever.

A reportagem exibida pela emissora de televisão da região, na última semana, mostrou, em detalhes e, com muita propriedade, dois colegas médicos burlando as regras que regem os seus contratos de trabalho.

Claro que esse tipo de abuso não tem respaldo de ninguém que milita no cotidiano do nosso hospital (muito menos o meu), mesmo assim, essa reportagem conseguiu trazer um enorme constrangimento à toda coletividade unespiana. O que se ouviu pelos corredores da Instituição após esse fatídico “trabalho investigativo” foram, somente, frases de decepção.

Na minha modesta opinião, esse abuso mostrado através da TV não é de todo, responsabilidade só dos infratores, mas sim desses tais “CHEFES” que são muito bem remunerados para “fazer o seu papel”, como responsáveis imediatos e, simplesmente, não desempenham com seriedade suas funções.

Nós, servidores técnico-administrativos (que também estamos à mercê desse ponto digital, tão louvado por quem o idealizou) há muito, vivemos sob tensão, até porque, também existem em nosso meio, vários colegas “picaretas” que a todo custo tentam driblar as su

as chefias.

Longe de mim querer questionar a verdade dos fatos, ao contrário, acho que os dois colegas mostrados nas imagens deram péssimos exemplos à sociedade, no entanto, muito me preocupa a forma como as tais verdades vieram à tona. Tenho receio de estar perdendo toda a liberdade conseguida através de muita luta – batalha que, inclusive, custou a vida de muitos brasileiros – com o fim do desgraçado Regime Militar.

Enfim…

Depois aconteceu aquela situação daquele bebê que veio ao mundo (graças a Deus, muito saudável) num lugar impró prio do Hospital.

Que pena! Isso foi profundamente lamentável. Evidentemente que o pessoal da maternidade não queria vivenciar um dissabor dessa conjuntura, porém, como na vida, nem tudo é perfeito, quis Deus que essa tremenda fatalidade ocorresse.

Confesso que me senti motivado nesta semana, a “falar” das coisas que norteiam o Hospital das Clínicas por me considerar, além de uma “prata da casa” que acompanha quase tudo o que acontece por lá e ser o funcionário mais antigo, pelo simples fato de ver o nosso querido HC numa manchete negativa, não só na cidade, como em toda a região. Achei que deveria “selar” a minha lealdade a quem, por mais de 43 anos me acolhe profissionalmente e, mais ainda, que continua me proporcionando a oportunidade de um crescimento que todo funcionário almeja conquistar.

Pena que tudo isso acontece num momento de difícil aceitação.

Prezado leitor, como disse no início deste “conto”, essa fantástica unidade hospitalar que presta, diariamente, um serviço de saúde diferenciado (por lá, diariamente, nasce um alto número de crianças; são realizados outros números expressivos de cirurgias das mais variadas especialidades; exames e consultas médicas, nem se fale; e as “acomodações” nos leitos hospitalares, as internações? Mais de 600, e por aí se vai …) a milhares de pacientes das mais variadas regiões deste país falido no quesito SAÚDE, não deve e nem merece ser exposta na mídia (seja ela escrita, falada ou televisada) de maneira injusta, por irresponsabilidade de algum dos seus “filhos”, prestadores de serviço, ou por uma situação isolada (não compactuada por ninguém) que “escapa” do controle de quem “briga”, cada vez mais, para que lá sejam prestados serviç os de primeira linha.

Por fim, abraço calorosamente todos os meus colegas funcionários do quadro de servidores do Hospital das Clínicas, muito especialmente, os incansáveis profissionais da enfermaria de Obstetrícia, do Berçário, da UTI Neo Natal e do Centro Obstétrico.

Meu carinhoso abraço desta semana é dedicado, integralmente, a uma pessoa mais do que especial; um ser humano repleto de ótimas qualidades, com quem vivi, por muitos anos na sempre lembrada FCMBB e que, para a nossa tristeza, na última sexta-feira, nos deixou para ir morar no céu, ao lado do Senhor: meu querido e já saudoso amigo Professor Vinicio Aloise.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com

Outro baita exemplo de Solidariedade

Postado no dia 31/agosto/2011 em Geral,Solidariedade por Rubens de Almeida

Enquanto por este Brasil afora o povo se depara diariamente com péssimos exemplos de falta de cidadania, até mesmo daqueles que deveriam bem nos representar, mas, ao contrário, conseguem ofuscar o brilho até da belíssima Capital Federal, pois, a cada dia que passa, um novo escândalo imprime sua marca por lá, aqui, na sempre hospitaleira “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”, sua gente continua esbanjando coragem, atitude e não poupando esforços em prol da soli

dariedade.

Em mais uma corrente do bem, dessas que, volt a e

meia, é realizada entre nós e que, costumeiramente, é organizada por um ou outro veículo de comunicação da cidade, trouxe um pouquinho mais de vida a uma botucatuense que, quando criança, foi vítima da escassez de programas de saúde em nosso país: a senhor

a Div

a Aparecida Braga Ghidini. Esta moradora simples do Jardim Flamboyant necessitava de uma cadeira de rodas motorizada para poder se locomover, inclusive, para facilitar o acesso às salas de aula que fre

quenta.

De novo, a Rádio Municipalista, a conceituada “Rádio do Povo”, como é carinhosamente conhecida por seus ouvintes, durante um dos seus programas de maior audiência (“A Marreta”), na manhã do último dia 26, incumbiu-se de chamar, através do telefone, a população botucatuense para compartilhar desse novo desafio.

Como de praxe, o resultado final, ultrapassou todas as expectativas: em menos de duas horas foram arrecadados recursos suficientes para a compra deste tã o preci

oso bem.

Como caminhar de mãos dadas, já, há muitos anos, faz parte da minha prazerosa maneira de bem viver, eis que, com muita alegria, juntei-me àquele grupo de voluntários. Confesso que fiquei honrado em ser chamado para participar deste autêntico congraçamento de pessoas solidárias. Vivi algumas horas de muita emoção ao longo de toda aquela programação benevolente, sobretudo, quando a doação era acompanhada de uma demonstraçã o de carinh

o diferenciada. Orgulho ainda maior, senti quando o mestre Bahige Fadel, durante o programa, nos informou que o descobridor da vacina SABIN – que, se existisse na época, certamente, a Dona Diva nã o teria enfrentad

o todos os dissabores da paralisia – ALBERT SABIN era o aniversariante do dia.

Que bela coincidência! Oportunidade de aprendizado, nem se fale.

Ao final daquela missão, voltei para casa com a sensação muito prazerosa de ter sido útil no sucesso de uma grande causa; totalmente realizado e com o coração muito mais fortalecido do que o normal, afinal, tive o privilégio de participar de um “jogo”, ao lado de craques como: Vanderlei dos Santos, Professor Bahige Fadel, Neder Filho, José Augusto Celestrim Flores, Capitão Salvador Theodoro, Luiz Rogério Perez, Vinicius dos Santos, Mário Carula, Wagner “Wawa” Rodrigues, Marcelo Gomes e Maria Cleide Barboza Machado e um “montão” de colaboradores, agradeci a Deus por mais esta conquista.

Também, foi gratificante demais ouvir um amigo inseparável que, inclusive, estava em viagem (Reginaldo Lardo de Oliveira, o estimado Pelé), através do celular, “abrir alas” com a sua doação para o início da arrecadação. Não menos emocionante foi aplaudir o Capitão Reformado do Exército Brasileiro, José Zago, igualmente, com a sua expressiva colaboração, fechar, com “chave de ouro”, essa vitoriosa campanha.

Enfim, mais uma vez, o nosso Pai nos proporcionou outro dia bastante prazeroso, no qual pudemos nos abraçar em prol do bem estar de um irmão necessitado e, ao mesmo tempo, ofertou a gló ria e a oportunidade de pagarmos um pouquinho, bem pouco mesmo, daquilo que devemos ao Senhor, pela vida maravilhosa que Ele nos oferece.

Em ritmo de solidariedade envio o meu abraço desta semana a três pessoas especiais que me alegram em serem admiradoras da minha dedicação em favor de um mundo melhor e, mais especialmente por serem leitoras assíduas das minhas narrativas semanais aqui nesta coluna: Dona Georgetti Cury, Doutor Marcos Garita e o ilustre escritor e dançarino Armando Barbieri.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com