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Novo Pronto Socorro da Unesp é inaugurado em grande estilo

Postado no dia 30/junho/2010 em Eventos por Rubens de Almeida

É, minha gente, realmente o nosso Brasil é “prá” lá de brasileiro. Enquanto 190 milhões de cidadãos se preparavam para assistir a mais um jogo da Copa do Mundo através da televisão, outro grupo de pessoas (evidentemente que bem menor do que o tamanho de qualquer torcida organizada de um desses países disputantes da mega competição internacional) se reunia em frente a um palco também grandioso como os estádios de futebol da África do Sul, nos quais estão sendo realizadas as partidas do nosso tão amado futebol, para entregar oficialmente à população de toda a nossa vasta região, mais uma “casa de saúde”.

Uma manhã totalmente ensolarada e muito bonita, tipicamente apropriada para o grande feito, reuniu quase uma centena de autoridades das mais variadas localidades do Estado de São Paulo. Claro que o alvo era (e foi) a inauguração do novo Pronto Socorro de um hospital que há muitos anos vem sendo a solução dos problemas de saúde dos habitantes de inúmeras cidades da região – o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UNESP; no entanto, o que vimos foi muito além de uma inauguração, a começar pelas personalidades que marcaram presença neste ato solene programado pela cúpula diretiva da UNESP do Campus de Botucatu.

Como cidadão botucatuense e, principalmente, como funcionário antigo desta instituição que, ao longo da sua “estada” entre as mais conceituadas escolas de formação de profissionais de todo o país, já qualificou milhares e milhares de especialistas em medicina, posso dizer que me senti orgulhoso com tudo o que presenciei, especialmente, depois da explanação do ilustre Secretário da Saúde do nosso Estado, Doutor José Roberto Barradas Barata, um profissional que há mais de dez anos vem respondendo pela pasta mais importante do governo paulista. Aliás, o Doutor Barradas, durante toda sua atuação na Saúde, sempre foi a mola propulsora do dia-a-dia do nosso HC.

Não foi nada diferente quando outras autoridades, dentre elas, o vice-Reitor da UNESP, Professor Júlio Cezar Durigan  – um usuário frequente do nosso HC – e o jovem Prefeito Municipal João Cury Neto, enviaram a sua mensagem. Com suas colocações, tanto o representante da Universidade, bem como o Chefe do Executivo botucatuense, enalteceram ainda mais, tudo o que já é notório aqui no Campus Universitário de Rubião Junior.

“Bão”, dizer que a eloquência do digno Superintendente do Hospital, Professor Doutor Emilio Carlos Curcelli, atingiu o estrelato é o mesmo que “chover no molhado”. De barba bem feita (uma anormalidade na vida deste correto profissional) e utilizando toda a “bagagem” adquirida nesses anos todos em que vem convivendo nesse mundo imprevisível e de muitas dificuldades – o da administração de órgãos públicos – o simpático e sempre sorridente amigo Doutor Emilio “arrebentou”. Só não fez chover porque a manhã estava linda demais.

Primeiramente, de um jeito bem peculiar, cheio de elegância, teceu os maiores elogios a todos os seus colegas funcionários, pelos frutos alcançados nos últimos desafios. Um pouco mais além, teve a dignidade de reconhecer os esforços do seu antecessor Doutor Antonio Rúgulo Junior nesse projeto que acaba de ser concluído e, mais adiante, acabou por enfocar a necessidade de se “driblar” os entraves políticos em prol daquilo que os dirigentes se propõem a realizar. Para ele, “nóis”, quando estamos à frente de uma administração pública não podemos nos render a vaidades partidárias, temos sim é que pedir “tudo” e a “todos”. Por fim, uma bela frase “lançada ao ar” e sob aplausos, fechou com “chave de ouro” a sua brilhante participação naquela solenidade: “Coloquem-nos desafios; vocês terão as respostas”.

Não menos inteligente e legítimo foi o pronunciamento do máximo mandatário da Faculdade de Medicina, Professor Sérgio Swain Muller. Sempre firme nas suas posições, o nobre Diretor da Faculdade de Medicina, entre outras coisas, enfatizou a importância das parcerias em tudo, tanto da Prefeitura quanto da Universidade e, principalmente dos governos Estadual e Federal. No final da sua explanação, uma citação bastante entusiasmada chamou a atenção de todos os presentes e, praticamente, deu a real dimensão do que pode acontecer daqui pra frente com o nosso novo Pronto Socorro: “… com esse novo PS, iremos oferecer um tratamento, não somente com competência, mas humanizado e com estrutura necessária para um bom trabalho das equipes de saúde…”.

A solenidade ainda não tinha terminado; faltava ainda a “declaração” de uma das pessoas mais comprometidas com a saúde da nossa gente, ou melhor, para o evento se encerrar magistralmente teria que se ouvir as manifestações de um dos maiores padrinhos que o nosso hospital conquistou durante toda a sua existência: do Deputado Milton Casquel Monti. Como todos sabem, o deputado Miltinho Monti foi o autor da emenda parlamentar que destinou recursos para a construção deste magnífico complexo de atendimento imediato.

Não deu outra, com muito dinamismo e um equilíbrio invejável, além, é claro, de ser muito aplaudido, este grande parlamentar, entre um e outro agradecimento (fiquei muito feliz em ver dois grandes amigos – Doutor Sergio Canuto e Doutor Ubirajara “Bira” Teixeira – serem lembrados publicamente) falou da alegria em ter conseguido a aprovação dessa emenda que destinou recursos para a construção deste empreendimento maravilhoso e também prometeu continuar nesta caminhada vitoriosa que sempre beneficia o nosso HC com verbas federais.

Pena que outras autoridades, (Professores José Carlos Souza Trindade, eterno Reitor da UNESP; Antonio Luiz Caldas Junior, atual Secretário da Saúde do Município; Domingos Alves Meira, um dos primeiros diretores do nosso Hospital e da Faculdade de Medicina e o Diretor Presidente da FAMESP, Pasqual Barretti) por força do protocolo não tiveram chances de enviar a sua mensagem. Certamente a palavra dessas personalidades abrilhantariam ainda mais esta bonita solenidade.

Enfim, como disse anteriormente, com muita alegria e, acima de tudo, bastante orgulhoso, participei do ato de entrega de uma “baita” unidade hospitalar; um Pronto Socorro de suma importância para um contingente enorme de pessoas dessa nossa vasta região. Então, não me resta outra alternativa senão, dizer, parabéns a todos que estiveram “abraçados” nesta causa que premiou a nossa hospitaleira “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS” e toda a sua enorme região com um novo Pronto Socorro.

Como Deus tem sido muitíssimo generoso comigo, eis que tive a oportunidade de poder abraçar durante essa festividade, um grande amigo, também componente da família unespiana, que acabava de ser agraciado pelo Poder Legislativo Botucatuense, com o título de “CIDADÃO BOTUCATUENSE”, meu amigo, leitor dos meus “contos” semanais e grande parceiro das causas que proponho levar adiante visando o bem comum: Professor Doutor José Ricardo Paciência Rodrigues.

Também com muita satisfação envio um afetuoso abraço ao nobre vereador Reinaldinho Moreira Mendonça, Digno Presidente do Legislativo Botucatuense, com quem orgulhosamente caminho lado a lado em muitas ações sociais desenvolvidas na cidade e que para o meu contentamento, foi o autor da propositura que reconheceu o talento desse ser maravilhoso. Parabéns pelo reconhecimento, querido mestre Zé Ricardo.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com

Professor Eder Trezza, um catedrático também no lado humanitário

Postado no dia 31/março/2010 em Botucatu, Homenagem, Medicina por Rubens de Almeida

“HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE. DO DISCURSO À PRÁTICA”. Este é o título do livro lançado pelo conceituadíssimo professor de cardiologia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, a nossa UNESP, Doutor Eder Trezza, na tarde do último dia 16 de março, no Salão Nobre da Faculdade de Medicina.

Muita gente importante da comunidade unespiana compareceu na bonita solenidade organizada para o lançamento desta verdadeira amostra de quem foi este profissional magnífico, que, além da invejável capacidade na arte de ensinar estudantes de Medicina, cuidou da saúde de milhares de pessoas durante os quase 50 anos de trabalho neste gigante denominado Hospital das Clínicas da UNESP, de Rubião Junior.

“Nóis”, que com muita alegria, desde a metade da década de 60, estamos juntos e em inúmeras oportunidades nos abraçamos em prol de causas das mais variadas, estamos felizes por sentirmos que o nosso querido Doutor Eder, mesmo aposentado, continua preocupado com o lado humano daqueles que buscam, no nosso HC, a recuperação da sua saúde. Aliás, este cuidado sempre foi a marca registrada deste ser maravilhoso.

Não deve ter sido muito difícil para o mestre Eder Trezza reunir material para a elaboração deste projeto, já que seu intento, como profissional numa área de tanta importância como a saúde pública, impecavelmente foi cumprido.

Sua riquíssima obra conta parte da sua historia de vida e retrata com muita perfeição como sua bonita trajetória nesse meio século de dedicação – como Médico, Professor, Chefe de Departamento, Voluntário, Coordenador do Grupo SEMPRE VIVA, Membro da Comissão de Humanização do Hospital, e até mesmo como Diretor do HC – a esse complexo hospitalar que não pára de crescer; porém, que nos anos 70, época da saudosa FCMBB, somente sobreviveu graças ao arrojo dos que a exemplo do Doutor Eder, registraram sua marca de empreendedorismo num “cantinho” especial dessa maravilhosa Instituição.

Sempre convicto das suas intenções, o nobre docente relatou nas 120 páginas do seu livro, além da relevância da humanização no atendimento hospitalar – sua maior inspiração – a fundamental importância de se oferecer um atendimento de qualidade; assistência religiosa; atenção especial com as crianças, oferecendo-lhes, inclusive, espaços para recreação e, um item de especial destaque que, a meu ver, deixa muito a desejar nos hospitais: informação aos pacientes.

Dentro deste tópico, o glorioso mestre contou até uma “historinha interessante”, dessas que ocorrem com muita frequência nas enfermarias de todos os hospitais (públicos ou não). Um paciente de nome Maria Isabel, há dias no seu leito, não conseguia falar com o seu médico e então resolveu ligar para o hospital do seu leito: “Bom dia! É da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me fornecesse informações sobre pacientes. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou. Qual é o nome do paciente? Maria Isabel, ela está no leito 302. Um momentinho. Vou transferir a ligação para o setor de enfermagem. Bom dia, sou a enfermeira Lourdes, o que deseja? Gostaria de saber as condições da paciente Maria Isabel do quarto 302, por favor. Um minuto, vou localizar o médico de plantão. Aqui é o doutor Carlos, plantonista. Em que posso te ajudar? Olá, doutor, preciso que alguém me informe sobre a saúde de Maria Isabel, que está internada, há três semanas, no quarto 302. Ok, minha senhora, vou consultar o prontuário da paciente, um instante só. Bem aqui está. Ela se alimentou bem hoje, a pressão arterial e o pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirada do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta nos próximos três dias. Ah! Graças a Deus! São notícias maravilhosas!Que alegria! Minha senhora, pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família? Não doutor, eu sou a própria Maria Isabel, telefonando aqui do 302! É que todo mundo entra e sai do quarto e ninguém me dá informação alguma”.

Parabéns, conceituado catedrático e grande amigo Professor Doutor Eder Trezza por dar continuidade aos seus projetos de vida, mostrando, através deste trabalho, por sinal bastante explícito, a importância da humanização e do dever humanitário em toda prestação de serviço oferecida por todos os hospitais públicos deste país desigual em tudo, especialmente quando o assunto é a saúde da população pobre, carente e desinformada.

Naquela mesma tarde, outro colega de trabalho do Departamento de Saúde Pública, um lugar especial onde trabalhei por longos 35 anos e conquistei muitas boas amizades, também lançou um livro “pra” lá de interessante: “ENTRE A CIÊNCIA E A EXPERIÊNCIA”. Parabéns, querido amigo Professor Doutor Antonio de Pádua Píton Cyrino, pela edição deste livro que, certamente, será de grande valia na orientação e no combate adequado de muitas enfermidades.

Aproveitando todo o saudosismo que tomou conta de mim na “montagem” deste pequeno texto que escrevi como forma de homenagear dois colegas especiais, envio o meu abraço desta semana a duas figuras humanas que nortearam positivamente grande parte da minha estada na nossa querida “faculdade”: meu eterno chefe Doutor Nelson de Souza e o renomado cirurgião Élson Felix Mendes, um cidadão que, na minha visão, depois do inesquecível Professor Oswaldo Minicucci, foi quem mais cultuou a língua portuguesa. Ambos, meus amigos de décadas, ou melhor, de um tempo que, infelizmente, ficou para trás.

Novamente, a vida nos prega uma desagradável surpresa. Desta vez, os jornalistas de todo país é que ficaram um pouco mais empobrecidos com a notícia da morte de um de seus maiores mestres: o Brasil está de luto, faleceu na manhã da última segunda-feira, no Rio de Janeiro o conceituado jornalista brasileiro, Armando Nogueira. Descanse em paz, brilhante profissional e grande esportista.  

RUBENS DE ALMEIDA – ALEMÃO
alemao@asu.com.br