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“… Como a água vai procurando o mar; sem dizer adeus, foi ‘pra’ não voltar…”

Postado no dia 2/fevereiro/2012 em Homenagem por Rubens de Almeida

Prezado leitor, nesta semana gostaria muito de falar um pouquinho sobre o produtivo encontro visando o futuro do funcionamento do Hospital Sorocabana, realizado na quarta-feira que passou, no auditório Ciro Pires.

Também é verdade que dois temas palpitantes, que vêm chamando a atenção de todos os paulistanos (o uso “indevido” das tais sacolinhas nos supermercados e a lei que tenta coibir o consumo do álcool) me motivariam a tecer uma manifestação equilibrada, no entanto….

A vida é bem assim, sem que antes estejamos preparados, vem lá uma notícia espantosa, dessas que pegam todo mundo de surpresa e, sem piedade, sufocam o nosso coração.

Foi exatamente isso que aconteceu na madrugada da última quinta-feira (26/01) quando nos chegou a triste informação do grave acidente automobilístico ocorrido na Rodovia Marechal Rondon, que vitimou um casal de amigos de muita gente na cidade. Que notícia triste! Como foi difícil acreditar que, mais uma vez, fomos surpreendidos por esse “fenômeno”, chamado morte, que não escolhe nome, hora e, muito menos, o dia de chegar.

Desta vez, perdemos não só um amigo, mas sim, duas criaturas maravilhosas, dois namorados apaixonados que eram adorados por uma imensidão de pessoas, muito especialmente, por aqueles que faziam parte do seu cotidiano. Lamentavelmente, em meio a muitas lágrimas, tivemos que aceitar a vontade DELE, o nosso PAI, que, de uma só vez, levou para ir morar ao seu lado meus amigos Edson Antonio e Regina Rosa, duas pessoas com as quais, há vários anos, compartilhei uma amizade e pude contar com a solidariedade de ambos.

Às vezes me pergunto: por que essa nossa vida é tão misteriosa. O quê explica duas pessoas saudáveis, cheias de esperanças, comprometidas com tudo aquilo que faziam, admiradas por seus colegas e familiares, de bem com a vida, enfim, duas figuras maiúsculas, completamente voltadas para o bem, nos deixarem de maneira tão repentina? Com certeza, essa pergunta nenhum de nós conseguirá responder.

Quis ELE também, que a maior riqueza desse admirável casal, a pequena Bianca, não estivesse acompanhada dos seus pais nessa trágica viagem (senão, a tragédia seria ainda maior) e permanecesse conosco por mais algum tempo. Certamente ELE, com todo o seu Poder saberá comandar os destinos dessa preciosidade de apenas 16 anos, abençoando todos os seus passos e, principalmente, dando forças para que possa superar esta triste e lamentável situação.

“Nóis” que fazemos parte de um grupo maravilhoso de pessoas do bem, que executa com muita dedicação o projeto “CRIANÇA FELIZ” e, duas vezes por ano, (no Dia das Crianças e às vésperas do Natal), dedicamos parte do nosso tempo a muitas crianças carentes, estamos enfraquecidos com a inesperada partida de ambos.

A saudade, certamente vai apertar e, por muito tempo, será nossa companheira; porém, caros amigos, devemos ter convicção de que Deus nos confortará.

Sempre que uma fatalidade desse porte acontece, vem em minha mente algumas das muitas músicas que conheço que retratam a partida para o outro mundo. Muitas delas confirmam que de fato, estamos neste mundo incerto só de passagem.

Pelo fato desse trágico acidente ter ocorrido num tempo de muita chuva, confesso que, durante aquele dia inteiro, lembrei-me do trecho de uma bela canção (CHUVA CAI LÁ FORA), interpretada pela dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano: “… como a água vai procurando o mar; sem dizer adeus, foi pra não voltar…”.

Até qualquer dia, estimados amigos. Com certeza, um dia, voltaremos a nos encontrar. Descansem em paz, inesquecíveis e já saudosos “companheiros de estrada”.

Com o coração muitíssimo apertado, envio o meu carinhoso abraço desta semana a todos os meus companheiros do Projeto “CRIANÇA FELIZ” (Braw Tonini, André Ricardo Teixeira Pinto, Luiz Fernando Nali, Doutor Mário Roque Simões, Sérgio Rossi, Capitão Salvador Theodoro, Jaiminho Contessotti, Ronaldo da Silva e João Silvio Abílio). Queridos amigos, certos da nossa permanência temporária por este mundo e de nossa insignificância, vamos em frente, fazendo hoje o que pudermos por um mundo melhor, pois a vida é só o agora, o amanhã pertence a Deus.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com

Como a vida vai sem se despedir…

Postado no dia 29/setembro/2011 em Homenagem por Rubens de Almeida

É, minha gente, a vida é mesmo um grande mistério, quase sempre somos pegos de surpresa, exatamente como diz um trecho de uma linda música da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano: “… COMO A VIDA VAI SEM SE DESPEDIR; SÓ PRA VER FICAR QUEM DEIXOU DE IR…”.

Lamentavelmente amanhecemos a última segunda-feira (26/09) em lágrimas. Logo ao raiar do dia tivemos a notícia da morte de uma figura muitíssimo querida, uma pessoa que, apesar da pouca idade, conquistou um número enorme de amigos: a menina Daniele Cristina Deleo Fusco,

esposa do meu grande amigo e companheiro das “causas” que tento levar adiante para o bem do mundo da pobreza e da fome, Doutor Ezeo Fusco Junior; filha de um casal tradicional lá da conhecida Vila dos Médicos (Domingos e Dona Táta Deleo), xodó de uma família de outros sete irmãos, (Minguinho, Cacá, Vitor, Valmir, Celso Silvio e Sônia). Que tristeza! Quanta amargura!

Quis Deus que essa estimada criatura, tão logo se tornasse mãe viesse a enfrentar uma terrível enfermidade. Quis Ele também que a nossa querida Dani, como era carinhosamente chamada por todos, não superasse os desafios dessa moléstia e nos deixasse tão prematuramente para ir morar no céu ao lado do Senhor.

Enfim, temos que nos consolar e aceitar os desígnios do nosso Protetor, mesmo porque, temos a consciência de que estamos

de passagem por este mundo incerto.

Muita gente compareceu no Complexo Funerário “Orlando Panhozzi” para levar o seu adeus à mamãe do pimpolhinho Ezinho – graças a Deus, um garotinho muito forte, mas que ainda nã o c

ompletou um aninho de vida.

Ao longo de todo o dia, assistimos inúmeras manifestações de carinho, aliás, a homenagem prestada por suas amigas de igreja foi algo “pra” lá de emocionante. A música cantada por elas, minutos antes do sepultamento, certamente conseguiu relatar um pouco de tudo o que a Dani representou para muitos dos seus amigos.

“Nóis” que vimos esta linda moça nascer e crescer ao n osso lado, sofrem

os tanto quanto os seus familiares.

Tudo foi muito difícil naquele dia; desde as manifestações de apoio que tentamos levar aos pais e irmãos, bem no começo da manhã, até o sepultamento no final da tarde, tudo castigou demais o nosso coração.

Enfim, como disse no início desta singela homenagem, a vida é mesmo assim; jamais ousamos imaginar como será o nosso amanhã. Infelizmente, outra vez estamos de luto e enfrentando o amargor do desespero e da dor que, vez ou outra, a nossa alma sente.

Descanse em paz “mãe menininha”, Daniele Cristina Deleo Fusco. Tenha certeza que você deixou uma grande lição a todos nós. Sem dúvida alguma o trecho final da música da Cantora Gospel Damares Alvez Bezerra de Oliveira a ti oferecida por suas amigas na hora da despedida (“… A minha vitória hoje tem o sabor de mel…”) tem muito a ver com a realidade que você enfrentou nos momentos mais difíceis da sua enfermi

dade. Também leve contigo a certeza de que a sua bravura, persistência e, principalmente, a vontade imensa que sempre teve em superar esse mal, ficarão para sempre em nossa memória.

Que o nosso Pai, possa oferecer aos seus familiares (pais e irmãos), todo o conforto necessário para a superação desta grande perda, muito especialmente à sua outra metade, meu amigo Doutor Ezinho Fusco.

Envio o meu fraternal abraço desta semana a uma pessoa ilustre entre nós botucatuenses, um dos médicos mais conceituados da cidade e que também sofreu muito com essa tragédia: meu amigo, parceiro dos intentos do bem e leitor assíduo dos textos que publico semanalmente aqui nesta coluna, Doutor José Ricardo Paciência. Rodrigues.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com