“Tricolor” botucatuense, parabéns pelo seu 73º aniversário
O mês de maio é época de festa num dos clubes mais tradicionais de todo o Estado de São Paulo: o “Tricolor da Baixada”, que completou, no último dia 3, mais um ano de existência.
Competições esportivas; a realização do primeiro “pagode com feijoada”; uma seresta das boas, como nos anos anteriores, também em homenagem às mães botucatuenses, será realizada em meio à muito bolo, champanhe e animação da clássica banda UOBA e, para encerrar as atrações em comemoração ao 73º aniversário da Associação Atlética Ferroviária, no dia26, apartir das 21 horas, no salão social, será realizado o 1º Jantar Árabe, uma maiúscula parceria entre o tricolor e a Cia de Dança do Ventre Aaminiah, com a brilhante apresentação da bailarina Cyra Gagliardi, da cidade de Sorocaba e da avareense, Ariane Brisolla.
Fundada em 3 de maio de 1939, por um grupo de ferroviários da saudosa Estrada de Ferro Sorocabana, a nossa sempre querida Associação Atlética Ferroviária marcou época no cenário esportivo nacional, muito especialmente, no início dos anos 60, disputando os campeonatos de acesso organizado pela Federação Paulista de Futebol.
Com a extinção do futebol profissional no clube, em 1967, o “estádio da baixada”, como era conhecido o estádio “Dr. Acrísio Paes Cruz” passou a receber apenas jogos do campeonato amador.
Obviamente que muitos botucatuenses, sua grande maioria, ferroviários da EFS (Doutor Eduardo Guedes Casemiro, Nicolau Mercadante, Antonio Bonome, Álvaro Picado Gonçalves, o Doutor Dagoberto da SABESP, Domingos Corvino, Otacílio Paganini, Doutor Newton Colenci, Olavo Guerreiro, Rubens Galvani, José Batista Geraldo e muitos outros) descontentes com aquela realidade, passaram a batalhar pela transformação da nossa Ferroviária em clube social respeitável.
No entanto, foi o inesquecível radialista Doutor Plínio Paganini que, tão logo encerrou o seu mandato como Prefeito do nosso município, teve a ousadia de “juntar” um grupo de esportistas e, de fato, concretizar o sonho de muitos associados. Hoje, sem sombra de dúvidas, a nossa conceituada Ferroviária é considerada uma das maiores potências poliesportivas de todo o Estado.
Nos dias atuais o tricolor botucatuense vive um momento muitíssimo especial. Possui um patrimônio admirável, um quadro associativo de causar inveja a muitos co-irmãos de toda a nossa vasta região (próximo de 3 mil pagantes) e, o mais importante, possui uma diretoria modesta, porém, composta por pessoas que “vestiram a camisa” do clube e não fazem outra coisa senão trabalhar, cada vez mais, em prol do “Gigante da Baixada”.
Para se ter uma idéia, o próximo investimento do clube (muitos já estão sendo entregues) será na ordem de um milhão de reais, a serem gastos na ampliação da academia e na aquisição de novos equipamentos. Para a satisfação de todos esses diretores, 70% desses recursos já estão à disposição da tesouraria para consolidar esses melhoramentos.
Enfim, com as graças Dele, o nosso PAI, aquela semente do bem, plantada no final da década de 70, por um associado ilustre, trabalhador, arrojado, idôneo, respeitado por todos que o ladeavam e que, além de ”paizão”, foi um dos maiores amigos que Deus me ofertou, o inesquecível Doutor Plínio Paganini, continua brotando por todos os cantos da nossa Ferroviária. Nosso clube não para de crescer.
Parabéns, querida Associação Atlética Ferroviária pelos seus 73 anos de uma vida voltada para a grandeza dos seus associados; parabéns, grande Presidente, amigo e companheiro João Francisco Chávari, por levar adiante, com muito brilhantismo, todo ensinamento recebido na arte de bem administrar o nosso tricolor.
Parabéns, demais diretores, conselheiros, funcionários e associados deste que é o clube mais popular da nossa solidária e sempre acolhedora “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”, por mais um ano de arrojo e dinamismo.
Como está próximo do “Dia das Mães” peço licença aos meus caros leitores, para “abraçar” uma das mulheres mais aguerridas que conheci em toda a minha vida, mãe de doze filhos e que, alguns anos atrás, nos deixou para ir morar no céu, ao lado do Senhor: minha saudosa mãezona, Dona Tereza de Almeida.
Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com
