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Nós trabalhamos para que vocês possam dormir em Paz…

Postado no dia 5/agosto/2010 em Geral por Rubens de Almeida

Em menos de quinze dias, dois grandes comandantes da ordem pública em nossa cidade tiveram a oportunidade de falar aos nossos leitores sobre o dia a dia de sua corporação e, principalmente, como eles analisam este triste momento que o povo brasileiro vem enfrentando com tanta violência. Com as graças de Deus e muito trabalho daqueles que zelam pelo bem estar da nossa gente, os índices de criminalidade por aqui despencaram nos últimos 12 meses.

Pois bem, como o Delegado Doutor Antonio Soares da Costa Neto “prestou contas” do seu primeiro ano à frente da Seccional de Polícia, agora chegou a vez do Comandante da 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar do Interior, Capitão PM José Semensati Junior levar a sua mensagem à população botucatuense.

Com muita satisfação atentei para a bonita reportagem feita pelo jornalista Cristiano Alves (também responsável pela entrevista com o Delegado Seccional) publicada no domingo que passou aqui no Diário, intitulada “NA GUERRA CONTRA O CRIME”.

Confesso que li e reli com muita atenção tudo o que o jovem, porém, bastante experiente Comandante disse à reportagem; aliás, como filho da terra fiquei feliz quando ele disse ser apaixonado por Botucatu e que brinca com amigos dizendo: “… nós trabalhamos para que vocês possam dormir em paz …”.

Ao final do “interrogatório” pude constatar, com muita tranquilidade, que  sua competência, seu dinamismo e o jeito moderno de atuar, somado à parceria existente (já mostrada na entrevista do Doutor Antonio) entre as instituições de Segurança Pública do município trarão mais alívio ainda ao povo botucatuense. 

Mostrando ser possuidor de um equilíbrio bastante grande, esse moço que em 1990 concluiu o curso na renomada Academia Barro Branco, contou, entre outras coisas, um pouco dos desafios que enfrentou nas cidades onde trabalhou; da situação enfrentada quando assumiu o comando da 1ª Companhia, desde o altíssimo grau de violência que assolava o município até o apoio recebido dos colegas de farda, em especial do amigo Tenente Coronel Edimilson Forti, autoridade máxima do 12º BPM I na época; falou da grande amizade cultivada há muitos anos com os Delegados Antonio Soares e Celso Olindo e, em especial, da parceria selada com a Polícia Civil, GCM (representada pelo Doutor Adjair Campos e o Comandante Paulo Renato da Silva, seus parceiros de toda a hora) Ministério Público, Conseg, OAB, Poder Judiciário, Imprensa e vários outros segmentos da sociedade.

Mais adiante o digno comandante – aliás, possuidor de um carisma invejável – fez questão de falar um pouco dos problemas que o trânsito de Botucatu vem enfrentando. Segundo ele, a parceria feita com o Departamento de Trânsito, através do Secretário do governo João Cury Neto, Vicente Ferraldo, certamente trará mais benefícios e melhorias a todos.

Perguntado sobre o problema das drogas, um mal que vem aterrorizando milhares de famílias por esse Brasil afora – infelizmente, em Botucatu a realidade é a mesma – o comandante afirmou que a polícia tem levado e continuará levando para a cadeia muitos e muitos traficantes.

Para ele, tem que ser feito, urgentemente, muitos programas de prevenção, sobretudo com a nossa juventude. Com muita ênfase elogiou o renomado PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), o Projeto EDUCANDO A VIDA executado pelo Comando do CPI 7 e a campanha recém criada e que está em pleno andamento em nossa cidade (“NUNCA USE CRACK”) envolvendo a PM, a Polícia Civil, GCM e o Diário da Serra.

Ainda em cima desse tópico, bem à vontade e bastante orgulhoso, ele citou um caso enfrentado quando comandava a 2ª Companhia da PM em São Manuel. Na oportunidade um usuário de drogas foi detido por vender a bicicleta do próprio filho de apenas seis anos de idade para comprar drogas. Por se tratar de uma pessoa que implorava por ajuda; não pensou duas vezes para intermediar a sua internação. Hoje esse moço, além de ter saído desse mundo maldito que, quase sempre não tem volta e conseguido recuperar a sua família, ainda teve o privilégio de se transformar num dos coordenadores mais atuantes da “casa” (Desafio Jovem) que o reabilitou.

Evidentemente que em toda entrevista sobra um “tempinho” para o entrevistado deixar o lado emocional também se manifestar. Senti que com o Capitão Semensati não foi diferente. Com muita firmeza e deixando “escapar” um rastro enorme de revolta e decepção, lembrou da injustiça que um dia lhe fez companhia. Muitas inverdades cometidas contra ele por um repórter maldoso, negligente e, acima de tudo imprudente, de um veículo de comunicação da Capital Paulista, o forçaram a processar o jornal. Passado quase oito anos daquele triste episódio a justiça condenou aquele “informativo” que circulava na Capital e em todo o interior do estado a pagar uma enorme indenização pelos danos morais a ele imputados. Naquela indigesta batalha em busca da verdade, dois grandes amigos foram lembrados de um jeito bastante carinhoso pelo Capitão Semensati: o Juiz de Direito Doutor José Luiz Tedeschi e o então Capitão PM José Luiz Rubin.

Por fim, enfatizou o engajamento do novo Comandante do Batalhão Tenente Coronel Cezar Francisco Toma, não só com a cidade, mas, com toda a área do 12º BPM I (Batalhão da Polícia Militar do Interior) que abrange 13 cidades da região.

“Bão”, exatamente como fiz no artigo em que homenageei o Doutor Toninho Marvadeza, envio também ao Capitão Semensati as minhas manifestações de gratidão pela brilhante atuação que vem tendo à frente dos profissionais da gloriosa corporação da Polícia Militar e, mais ainda, reforço tudo o que disse sobre essa importante e inédita união das polícias aqui na nossa querida “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”. Caro Capitão, esse ajuntamento de forças nos trouxe muita paz, calmaria e muito mais segurança. Claro que ainda existem alguns delinquentes que continuam desafiando o cumprimento das leis, no entanto, eles ainda não perceberam que a arapuca continua armada.

Parabéns grande Capitão José Semensati Junior pela bonita trajetória de vida e pelo modo brilhante com que demonstra e aplica o seu senso de profissionalismo.

Já que estamos falando em Segurança Pública, nada é mais prazeroso do que utilizar este “conto” para enviar um forte abraço a dois amigos especiais, dois excelentes profissionais do alto escalão da nossa Polícia Civil: Doutor Paulo Buchignani, um dos “boleiros” mais respeitáveis que conheci e o mestre Celso Olindo que, juntamente com a jovem Silvelene dos Santos, a simpática Mel, esperam ansiosamente a chegada da mimosinha Alice.

Rubens de Almeida – ALEMÃO
alemao.famesp@gmail.com

Vem aí um grande Projeto do Bem

Postado no dia 25/junho/2010 em Botucatu, Geral por Rubens de Almeida

Querido leitor, confesso que durante todo esse tempo em que prazerosamente cheguei até você através das minhas “escritas”, jamais quis relatar coisas desagradáveis; nunca me senti à vontade para contar fatos preocupantes, pelo contrário, sempre me realizei contando “causos” alegres e festivos, muitas vezes inesquecíveis e, porque não dizer, contos nos quais a figura humana era retratada num momento especial.

Entretanto, como na vida nem tudo o que reluz é ouro, como diz o dito popular, desta vez, vou dar uma “escorregadinha” e fugir à regra. Hoje reservo este espaço tentando chamar a atenção de toda a sociedade botucatuense para um programa que está sendo mostrado na cidade, numa maiúscula parceria entre o 12º Batalhão da Polícia Militar do Interior, Polícia Civil, Guarda Municipal, alguns veículos de comunicação – entre eles, o “Diário da Serra” – e que está sendo encampado por diversos nomes de destaque no município: NUNCA EXPERIMENTE CRACK. Este plano visa unicamente conscientizar as pessoas, especialmente os nossos jovens, a não utilizarem nenhum tipo de droga, sobretudo o crack.

A população botucatuense – aliás, um povo privilegiado, uma vez que a criminalidade por aqui tem se rendido à competência das autoridades civis e militares – talvez não consiga dimensionar o estrago que as malditas drogas vêm causando a muitas famílias. Quiçá, uma parte dessa nossa gente, que amarga momentos desesperadores com seus filhos, possa ser uma ponte promissora para que outras famílias não sejam deterioradas por esse terrível mal e se unam nesse projeto educativo de muita valia para a nossa juventude.

“Nóis” que, infelizmente, dia após dia, deparamos com as mais variadas situações envolvendo filhos de amigos e amigas que, lamentavelmente, ingressaram nesse mundo amaldiçoado, com certeza, também iremos abraçar essa oportuna iniciativa que, se Deus quiser, logo, logo, será colocada em prática. Não dá mais para ouvir um pedido desesperador de um pai ou de uma mãe solicitando socorro em nome da recuperação de um filho e não poder fazer quase nada.

Infelizmente, no Brasil, a omissão do Poder Público (em todas as esferas governamentais) em relação aos usuários de drogas consegue ser maior do que o desespero que muitos cidadãos, chefes de famílias, enfrentam em seus lares. 

Vamos todos juntos, (comandantes e comandados das polícias civil, militar e da guarda municipal, jornalistas, radialistas, vereadores, prefeito e vice do município, deputados que nos representam na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, comerciantes e comerciários, funcionários públicos, profissionais liberais, professores de toda a rede de educação, enfim, você botucatuense que tem filhos e que possui uma família) participar dessa corrente que, não tenho dúvidas, trará bons resultados a toda sociedade. Venha conosco dar o seu grito em prol de um mundo mais justo para todos nós e, principalmente, para esses jovens.

Esperançoso em ver essa idéia vingar o mais breve possível, encerro essas modestas colocações parabenizando todos aqueles que tiveram a sensibilidade de “jogar ao ar” para reflexão, um tema de tanta relevância como este que, diga-se, vem castigando grande parte da sociedade brasileira.

Certamente, numa outra oportunidade irei cobrar um arrojo um pouco maior e mais consistente, de alguns amigos influentes (Doutor Milton Flávio, Vanderlei dos Santos, João Cury Neto, entre outros) que esboçaram a possibilidade de termos em Botucatu uma instituição custeada pelo governo e que possa oferecer um cuidado especial a todos os nossos irmãos da terrinha que tiveram a infelicidade de ingressar num espaço sofrido, indigesto e quase (quase mesmo) sem volta: no mundo das drogas.  

Soube que a largada para essa conquista já foi sinalizada pelo governo do Estado, através do ilustre Deputado botucatuense Milton Flávio Lautenschlager. Querido Doutor Milton Flávio, por favor, atente para o apelo de toda uma cidade: priorize a execução deste projeto urgentemente.

Meu afetuoso “alô” desta semana é endereçado a um menino de primeira linha que, segundo informações que obtive vem lutando incansavelmente para que este projeto seja implantado o mais rapidamente possível em nossa cidade: meu grande amigo Cristiano Alves, um dos jornalistas mais admirados entre os profissionais da imprensa local.

Também de maneira carinhosa envio o meu abraço a uma das figuras mais especiais que conheci nesta minha vida passageira e que tenho a felicidade de curtir uma alegre convivência quase que diariamente na nossa querida UNESP: meu inseparável amigo Professor Doutor Pasqual Barretti, Diretor Presidente da FAMESP, aniversariante neste domingo, dia 27 de junho. Parabéns e Feliz Aniversário, grande companheiro.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com