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Pior que tá não fica; Vote no … !

Postado no dia 2/setembro/2010 em Comportamento, Política por Rubens de Almeida

Não estou acreditando no que tenho visto e ouvido no horário eleitoral gratuito; o “espetáculo” oferecido por alguns pretendentes aos mais variados cargos eletivos é tão deprimente que me faz perder as esperanças em ainda ver o Brasil como um país sério e governado (em todas as esferas) por cidadãos dignos e comprometidos.

Se a coisa já está feia com esse “time” que nos representa, em especial, lá, na Capital dos Três Poderes, certamente, com a eleição de alguns dos nomes anunciados pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral – como candidatos nos diversos estados da Federação, piorará ainda mais.

Claro que estamos cansados de saber que cada povo tem o político que merece para lhe representar, no entanto, como temia a atriz Regina Duarte em eleições passadas com a possível eleição de alguns brasileiros, eu também tenho medo se candidatos desta “safra” a nós apresentada (mais de 20 pessoas famosas, porém, todas com grau de escolaridade bem abaixo da média) acabarem eleitas.

Prezado leitor, dá para imaginar a Câmara dos Deputados sendo composta por jogadores de futebol como Vampeta, Marcelinho Carioca e Romário (três astros consagrados nos seus respectivos clubes, mas, que não deram bons exemplos à sociedade fora das quatro linhas), cantores medianos como Gaúcho da Fronteira, Tati Quebra-Barraco (esta eu nem conheço), Kiko e Leandro do conjunto KLB, pelas tais, Mulher Melão e Mulher Pêra (“a mulhé que sabe lê e escrevê”), pelo pugilista Marcelino Popó Freitas ou ainda pelo ex-boxeador Adilson Maguila, “o home que vai lutá por nóis em Brasília”? É o fim da picada!

Ah, nomes de outras figuras de expressão também fazem parte da lista do TSE para as disputas do próximo dia 3 de outubro; entre elas citamos os cantores Reginaldo Rossi, Lecy Brandão e até os meus amigos Renner, da dupla sertaneja Rick&Renner e Sérgio Reis; os humoristas Dedé Santana, Batoré e, acredite, o Tiririca, aquele moço que fez sucesso cantando, “Florentina, Florentina, Florentina de Jesus …,” e que no começo do horário eleitoral no Rádio e na TV, dizia:   “pior que tá não fica, vote no Tiririca”. É meus amigos, eu era feliz e não sabia; já “tô”começando a sentir saudades do Dunga.

Evidentemente que a nossa democracia não permite que sejamos diferentes uns dos outros, entretanto o TSE deveria estabelecer critérios à altura dos anseios do povo brasileiro para selecionar candidatos a cargos eletivos no Brasil, desde vereador até Presidente da República; aliás, só o referido Tribunal – que, diga-se, vem tendo atuações bastante satisfatórias em todos os sentidos, desde as últimas eleições – não percebeu que essa é uma “jogada” dos partidos que, buscam, a todo custo, o maior número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Lembram-se do penúltimo pleito? O Doutor Enéas, do PRONA, conseguiu nada menos, do que seis vagas, com aquele modo esdrúxulo de se apresentar aos eleitores. Teve candidato a Deputado Federal do PRONA que acabou eleito com menos de 500 votos.

Gente, voto é coisa séria, ninguém tem dúvidas de que através dele é que podemos melhorar tudo neste país, no entanto… .

Graças a Deus aqui na nossa hospitaleira Botucatu a fartura de candidatos bons (mesmo não sendo celebridades) tanto em âmbito estadual, como federal, nos proporciona a chance de fugir dessa verdadeira armadilha preparada pelos partidos. Com certeza, saberemos escolher o melhor para a cidade.

Por fim, até como forma de curiosidade gostaria de deixar no ar duas dúvidas que me fizeram companhia quando esbocei este desabafo: por que o “Professor” Vanderlei Luxemburgo – outro “expoente” do mundo da bola – que, lá atrás, por várias vezes, através das entrevistas que concedia, dizia que se lançaria candidato ao Senado Federal por um Estado do norte do país, não se “apresentou”? A outra: ao me deparar com o currículo do jogador Romário, na Internet, fiquei sabendo que o mesmo tem nível superior. Qual seria o curso universitário concluído pelo craque carioca?

Meu afetuoso abraço desta semana endereço a uma figura maiúscula da política local, um “baita” voluntário desde os tempos em que ainda cursava medicina: Doutor José Eduardo Fusser Bittar, um dos vereadores mais atuantes na Câmara Municipal de Botucatu.

Também de um jeito bastante especial deixo aqui a minha saudação a um dos maiores Secretários de Esportes que tivemos aqui na terrinha e que para a nossa alegria será empossado Secretário de Turismo na Administração do amigo João Cury Neto, meu grande amigo e companheiro, Professor Fredi Pimentel.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com

Entendendo a linguagem canina

Postado no dia 27/agosto/2010 em Comportamento, Qualidade de Vida, animais por Maria Lúcia
Quem já não “conversou “ ou teve que dar alguma informação para um estrangeiro que não falava o nosso idioma, e mesmo assim conseguiu se comunicar!
Com os animais é a mesma coisa, nem eles e nem nós falamos a mesma língua, mas podemos na maioria das vezes entende-los através da linguagem corporal.
Esses sinais corporais nos dão muitas dicas do que estão sentindo ou querendo, é só prestarmos atenção.
A Linguagem Canina
Ofegar – aquela respiração rápida, com a boca aberta e a língua pendurada. Denota excitação, alegria, vontade de brincar se a comissura labial estiver levantada ou cansaço após um trabalho prolongado se a comissura labial estiver caída.
Resmungar – é uma mistura de latido com um uivo tremido. O cão está inseguro, queixa-se de alguma coisa: dor pouco intensa, mas contínua; tristeza; ansiedade; preocupação com alguma coisa. Espera ser atendido. Se não for entendido começará a latir.
Choramingar baixinho – emitido por um cão ferido, assustado ou com dor de barriga. Lembra a manha de filhote.
Dar uma choradinha em volume alto e de maior duração – denota ansiedade, quer conseguir alguma coisa: um osso, comida, um brinquedo etc.
Suspirar – têm mais ou menos a mesma conotação dos suspiros humanos. Quando conseguem descansar, quando atingem um objetivo, quando o perigo passa etc.
Bocejar – tem o mesmo significado do bocejo humano. Às vezes até nos contagia. Outras, o bocejo é até acompanhado de um espreguiçamento. Quando o bocejo é muito profundo, chegam até a tremelicar.
Gemer – também chamado de choro indica que o cão está sofrendo: cólicas, dores lancinantes, latejamento, frio.
Gemer prolongadamente – indicam dor, constante ininterrupta e moderada, mas difícil de suportar.
Gemer de prazer – emitido, quando o cão está sentindo um enorme prazer, por exemplo, quando se lhe coçam os ouvidos, o peito ou a barriga. Às vezes o cão ajuda com a pata posterior e o gemido sai ondulado por causa dos movimentos das patas.
Ganir – exatamente como o nosso grito, revela dor intensa, aguda ou um susto muito grande.
Dar um só ganido bem curto em tonalidade aguda – manifestação de dor aguda repentina, inesperada.
Dar uma série de ganidos – uma resposta ao medo intenso ou à dor muito forte.
Dar um latido-ganido repetitivo terminando em uivo prolongado – é, na realidade, o próprio uivo que se inicia. Depois desse ensaio todos os cães da vizinhança respondem apenas com o uivo.
Uivar - é o meio canino de comunicação de massa (com a alcatéia). É o mesmo sinal que o lobo líder usa para reunir a matilha. No momento em que um começa todos respondem. Não se trata de maus presságios, agouro, como declaram alguns autores, sequer de sofrimento, mas uma forma de se fazer ouvir numa distância de vários quilômetros para se comunicar com os outros da espécie.
AS ORELHAS
Através do movimento das orelhas os cães revelam seus sentimentos, expectativas e anseios.
A concha acústica tem diversos tipos de movimento:
1. rotação em torno do eixo vertical – com esse movimento a concha, como um radar, procura a
direção da fonte sonora.
2. elevação da base – elevando a base o cão consegue maior acuidade auditiva. Quando o cão
percebe um ruído diferente e precisa descobrir o que é. Atenção!
3. abaixamento – movimento que reduz a capacidade de percepção do som quando o cão está preocupado, assustado ou com medo (nós dizemos: não quero nem ver… os cães “dizem”: não quero nem ouvir…).
Cães de Orelhas Empinadas
Empinar rigidamente e direcioná-las para a frente – atenção total, curiosidade.
Empinar, mas manter relaxadas – cão distraído, trabalhando ou exercitando.
Empinar e direcioná-las para trás, ligeiramente inclinadas – atenção em algum ruído vindo de trás, atenção em duas coisas ao mesmo tempo.
Portar orelhas baixas, para trás e achatadas contra o crânio – demonstra uma grande preocupação, timidez, submissão.
ORELHAS CAIDAS
Portar as bases levantadas e as conchas tendendo à frente – atenção total, curiosidade.
Portar as bases levantadas, mas as conchas relaxadas – cão distraído, trabalhando ou exercitando.
Portar as bases levantadas e as conchas direcionadas para trás e ligeiramente achatadas contra a nuca (em rosa) – atenção em algum ruído vindo de trás, atenção em duas coisas ao mesmo tempo.
Portar as bases abaixadas e as orelhas achatadas contra o pescoço – demonstra uma grande preocupação, timidez, submissão.
OS OLHOS
Olhar fixo – o cão está muito interessado.
Olhar sonolento – o cão está muito pouco interessado.
Olhar de soslaio – o cão, desconfiado, não consegue olhar diretamente nos olhos.
Olhar de baixo para cima – o cão está desconfiado. Quando deitado, com a cabeça entre as patas anteriores, é um olhar de preocupação e expectativa pelo que poderá acontecer.
A BOCA
A comissura labial (canto da boca) tem uma importância capital na expressividade dos lábios. Quando seus músculos se contraem, como no uivo, revelam insegurança.
Levantar ligeiramente os lábios de maneira trêmula e insegura, com a boca quase fechada, exibindo, apenas, alguns incisivos - antes de iniciar o rosnado, o cão demonstra, com nitidez, que algo não está lhe agradando e está lhe aborrecendo.
Levantar os Lábios, com a boca entreaberta, exibindo incisivos, caninos e algumas rugas na cana nasal – às vezes acompanhado de rosnado, é um indício evidente que está no seu limite de controle e que alguma reação está por se completar.
Levantar os Lábios exibindo inclusive as gengivas, com rugas acentuadas na cana nasal - é o último gesto antes de morder. Nesse momento, se o adversário abaixar o olhar e virar a cabeça, afastando-se lentamente, o enfrentamento cessa instantaneamente.
A CAUDA
Portar a cauda quase horizontal, apontando direto para trás – posição característica dos cães de caça de aponte. Revela a descoberta da presa.
Portar a cauda ligeiramente acima da horizontal – cão excitado em situação de disputa de liderança ou iniciando o jogo de sedução que precede o acasalamento, normalmente a cauda treme ligeiramente.
Portar a cauda a 45º, entre a horizontal e a vertical – semelhante ao porte ligeiramente acima da horizontal, mas com total autoconfiança. Normalmente utilizada para desfilar após ter ganho a disputa da liderança.
Portar a cauda erguida na vertical e ligeiramente encurvada para a frente: semelhante ao porte em 45º, também com total autoconfiança. Característico dos cães dos terrieres e dos sabujos.
Portar a cauda pendente, oscilando lateralmente: revela tranqüilidade, normalmente usada
quando o cão está relaxado.
Porte pesadamente pendente, sem oscilar: o cão está inseguro quanto ao está para acontecer… uma disputa de liderança, um invasor muito próximo…
Colocar a cauda entre as pernas – revela muito medo. Nesta situação o cão pode urinar-se, ficar absolutamente sem reação ou tentar esconder-se.
Abanar ligeiramente a cauda – quando o cão está feliz, recompensado com a atenção reivindicada.
Abanar fortemente a cauda – revela alegria, felicidade intensa, quando o cão está brincando. Brincadeira de cachorro é brincadeira de pegar, brincadeira de luta.
Abanar lentamente a cauda, ligeiramente erguida – gesto observado quando você está pacientemente tentando explicar algo, o cão está atento, mas sem entender. Foi observado também que, quando o cão entende, muda o ritmo do balanço.
Até a próxima!
Maria Lúcia de Souza
Clínica Veterinária Cães e Gatos