Feed

Caramujo gigante africano pode levar uma pessoa à morte

Postado no dia 14/fevereiro/2011 em Qualidade de Vida,Saúde,Segurança por Maria Lúcia

Eles estão espalhad os

por tod

os os lugares. Nas ruas, n a c

asas, nos campos, nas construções. Uma verdadeira praga urbana. Embora pareçam inofensivos trazem perigo eminente à saúde pú blica, podendo atingir 15 a 20 cm de altura, 10 a 12 cm de comprimento e pesar 200 gramas.

Por isso, a equipe da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, está fazendo um alerta à população.

Estamos falando do Achatina fulica, ou caramujo gigante africano.

Por conta do período de chuvas, sua reprodução é acelerada, o que aumenta as chances de contágio de doenç as pelo ser humano, que dependendo da intensidade, podem provocar a morte da pessoa infectada.

De acordo com o supervisor de serviços da VAS, Valdinei Moraes Campanucci da Silva, os munícipes ainda têm muitas dúvidas em relação a como proceder de forma correta em relação a este

animal. “Por isso resolvemos divulgar recomendações e afirmar que apesar deste tipo de caramujo transmitir doenças, Botucatu ainda não registrou nenhum caso”, informa.

O caramujo gigante africano é um molusco nativo do nordeste da África. Possui alta capacidade reprodutiva (coloca até 1600 ovos por ano) e apetite voraz, alimentando-se de frutas, verduras, hortaliças, papelão, plástico e até mesmo tinta de parede. Além disso, não possui predador natural, o que favoreceu sua rápida proliferação por 23 estados.

Em 1996, alguns produtores goianos tentaram a formação de uma cooperativa para criação de escargot, no entanto, não obtiveram êxito. O insucesso comercial provocou desistência na criação e a soltura inadequada do molusco no meio ambiente,

facilitando sua disseminação.

Como reconhecer?

O jeito mais seguro de identificar o caramujo gigante africano é através da sua concha.

Ela é, geralmente, de cor marrom-escura, com listras esbranquiçadas desiguais, um pouco em zigue-zague.

A borda da concha é afiada, bem diferente da abertura do caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato. Este último é um tipo de caramujo nativo brasileiro que não deve ser eliminado.

O caramujo gigante africano é um hospedeiro intermediário de dois vermes que podem causar distintas doenças. Uma é a angiostrongilíase abdominal, que provoca fortes dores abdominais, febre, perda do apetite e vômitos, podendo culminar com a perfuração do intestino, hemorragias e em alguns casos, levar à morte.

A outra doença é a meningite eosinofílica, que ocorre quando o verme se aloja no sistema nervoso

central do paciente, provocando a inflamação das meninges (membranas que recobrem o cérebro). Tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez da nuca e distú rbios do sistema nervoso.

Quais cuidados devem ser tomado

s?

Considerando que os vermes citados acima podem ocorrer tanto no interior dos caramujos, quanto no muco que eles secretam para se locomover, a população deve seguir alguns cuidados:

• Não pegar o caramujo sem proteger as mãos com luvas ou sacos plásticos;

• Higienizar frutas, verduras e hortaliças antes de ingeri-las, deixando-as mergulhadas em uma mistura contendo uma colher (sopa) de água sanitária para um 1 litro de água, durante 30 minutos e enxaguar muito bem antes de comê-las;

• Não comer, não beber, não fumar e não levar a mão à boca durante o manuseio do caramujo.

Caso queira comer, beber ou fumar, tire as luvas e lave as mãos após ter tido contato com o animal;

• Conservar o quintal e terrenos limpos, pois os caramujos africanos gostam de ficar embaixo de folhas, de entulhos, em lugares úmidos ou sem incidência de luz solar.

• Não usar venenos, pois você pode contaminar e afetar o meio ambiente.

Como proceder ao encontrar um caramujo gigante

?

• Não se apavore;

• Procure certificar-se de que é realmente o caramujo gigante africano;

• Colete os caramujos com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos;

• Coloque-os em sacos plásticos resistentes;

• Após coletar os caramujos, entrar em contato com a para que os mesmos sejam encaminhados para incineração.

Os munícipes podem entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saú de pelos telefones 150 ou 3813-5055.

Os terrenos baldios com presença de caramujo gigante africano serão notificados para que seus proprietá rios providenciem a capina e limpeza.

É isso!

Até a próxima

Maria Lucia Souza

Clínica Veterinária Cães e Gatos

Proteção animal tem decisão judicial sem precedentes

Postado no dia 9/fevereiro/2011 em animais,Comportamento,Pets,Política por Maria Lúcia

Em Ilhabela, litoral paulista,

a advogada Maria Fernanda Carbonelli Muniz conquistou na justiça um feito que desperta nos protetores de animais abandonados a esperança de acabar com o sofrimento dessas criaturas indefesas.

Dra

. Fernanda ingressou com uma Ação contra a prefeitura depois que o abrigo mantido com muita dificuldade e recursos próprios por Dochiê Dobrota foi demolido por ordem do governo municipal.  O juiz Sandro Cavalcanti Rollo acolheu o pedido de tutela antecipada e determinou que os 54 animais mantidos por Dochiê Dobrota fossem vacinados e castrados no prazo de 45 dias e estipulou multa diária de R$1.000,00 caso a decisão nã o f

osse cumprida.

Dr. Cavalcanti determinou também que a prefeitura providenciasse mensalmente 750 kg.

de ração de boa qualidade para os cães e gatos mantidos por Dobrota e Sandra Regina Meirinho, autoras do processo.

Para o não fornecimento da ração a multa diária foi estipulada em R$5.000,00. A prefeitura recorreu da decisão, mas o Tribunal negou o efeito suspensivo da liminar, e Dr.

Cavalcanti determinou que a decisão judicial fosse cumprida no prazo de 24 horas sob pena de incidência da multa, crime de desobediência e improbidad

e administrativa.

O municípi o de Ilhabela

fica a 135 quilô metros da capital paulista.

Segundo dados do IBGE tem 23.886 habitantes. Os argumentos do juiz em seu despacho são contundentes e muito bem fundamentados.

Dentre os fundamentos estão a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, a Constituição Federal e a Lei Estadual 11.977/05, conhecida como Código de Proteção aos Animais, que prevê que os municípios mantenham programas permanentes de controle de zoonoses, vacinação, castração de cães e gatos e ações educativas de posse responsável. Em seu despacho Dr.

Cavalcanti reconhece o trabalho das autoras como de interesse da dignidade dos animais, da população de Ilhabela e da própria prefeitura. Em 3 de setembro de 2010 ele foi merecidamente homenageado com o título de Cidadão de Ilhabela.

Para conhecer o Despacho na íntegra clique aqui.

Matéria escrita por Valmira de Fátima Bernardino

Quem sabe este tipo de atitude não se espalha por aí, não é?

Abraços e até a próxima

Maria Lucia Souza – Clínica Veterinária Cães e Gatos