Até que enfim…
Confesso que não me lembro com exatidão de quem era o governador do Estado e, principalmente, do ano certo em que a Rodovia Castelo Branco – sem nenhuma dúvida, uma das maiores rodovias de todo o país – teve a sua conclusão “bloqueada”, ou melhor, o seu “acabamento” dificultado em todos os sentidos, pela falta de um viaduto, próximo da serra que ladeia o município de Pardinho.
Além das dificuldades de “ir e vir” com tranqüilidade que, há longos anos, amargamos com o afunilamento das quatro pistas, ainda tivemos que enfrentar a realidade de conviver com acidentes gravíssimos naquele trecho. Não foram poucas as pessoas que perderam a vida naquele local.
Como na vida, nem tudo é eterno (pelo menos, esta é a teoria “mágica” que nos acompanha há algum tempo) esse terrível drama vivido por muitos motoristas, certamente a maioria deles caminhoneiros, graças a Deus acabou. Quem viaja pela Castelo Branco e alcança, principalmente, as imediações da entrada da famosa “Castelinho”, não acredita que aquele embaraçado e perigoso “fluxo” de veículos não existe mais e, o mais importante ainda, aquelas costumeiras tragédias que aconteciam pela redução das pistas, também não mais ocorrem. Hoje, aquela auto-estrada, realmente, é duplicada em todo o seu percurso. Até que enfim…
“Bão”, e aí, porque toda essa explanação sobre uma rodovia que leva o nome de um “baita” presidente que tivemos em tempos idos – apesar do mesmo fazer parte de um momento político que jamais queremos de volta: a Ditadura Militar? A resposta é muito simples: parabenizar quem teve a coragem de, depois de várias décadas, concluir alguns quilômetros de uma rodovia “pra” lá de importante para uma imensidão de usuários.
“Nóis”, que acompanhamos, durante os últimos anos, toda mudança de governo (não foram poucos os governadores eleitos, aliás, todos do PSDB e com aval absoluto da nossa gente) e quase tudo o que se propunham fazer pelo “bem” daquele importante trecho que interliga cidades progressistas da região, não temos outra coisa a fazer senão parabenizar o governador José Serra por ter concluído um projeto que desde os tempos do inesquecível governador André Franco Montoro, “flutuava” pelos lados do Palácio do Governo Paulista e não tinha solução.
Felizmente, esse grande homem público que, lá atrás, iniciou um ciclo revolucionário na área da saúde, em âmbito nacional (lembram-se da sua atuação como Ministro da Saúde?), agora, como máximo mandatário do povo paulistano, vem equacionando muitos “pepinos” de administrações anteriores. Esse viaduto é a maior prova disso e da sua competência.
E as homenagens prestadas a família Cury naquela oportunidade, o que dizer? Como todos sabem, o mencionado Elevado leva o nome do ilustre botucatuense, o ex-prefeito Antonio Jamil Cury. Será que essa honraria prestada em forma de Homenagem Póstuma pode ser considerada como mais uma dessas barbaridades que acontecem nos meios políticos em épocas de eleição? Claro que não; afinal, o afilhado em questão é, nada mais, nada menos, do que o saudoso Presidente do DERSA, Engenheiro Antonio Jamil Cury, um servidor público que prestou relevantes serviços, não só ao nosso município, como Prefeito Municipal, por dois mandatos, mas, especialmente ao povo paulistano. Com certeza, o governo do Estado, através do Governador José Serra saldou uma dívida antiga com um dos seus mais brilhantes colaboradores.
Parabéns, nobre governador José Serra pelo arrojo demonstrado na conclusão desse empreendimento bastante necessário para toda a nossa região e também por homenagear um dos maiores prefeitos desta nossa querida “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”. Evidentemente que alguns políticos influentes (entre eles o Deputado Milton Flávio e o Prefeito João Cury, entre outros) tiveram um grande peso no atendimento desse pedido, no entanto, palmas, muitas palmas ao nosso governador.
Parabéns, componentes da família Cury pela maravilhosa homenagem recebida. E, por fim, parabéns ao querido e saudoso Prefeito Antonio Jamil Cury que teve o seu nome registrado em uma das mais importantes obras já realizadas no populoso Estado de São Paulo.
Meu afetuoso abraço desta semana é endereçado a um amigo que conquistei nos tempos da “Jovem Guarda” Antonio Roberto Mauad. O popular Toni Turquinho como é carinhosamente chamado pelos colegas unespianos, além de ser o nosso eterno representante é assíduo leitor dos meus “causos” semanais.
Rubens de Almeida – Alemão
alemao@asu.com.br
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