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Outra vez o povo botucatuense deu bons exemplos de Solidariedade

Postado no dia 26/janeiro/2011 em Solidariedade por Rubens de Almeida
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Parece até que virou moda a nossa gente dividir um pouco do que tem, quando o assunto é ajudar o próximo. De novo, os botucatuenses arregaçaram as mangas e não mediram esforços para auxiliar uma população severamente castigada pelos mistérios da forç a d

a natureza.

Outra vez o povo botucatuense deu bons exemplos de solidariedade ao abraçar uma campanha

que visou, unicamente, amparar os n

ossos irmãos da região serrana do Esta

do do Rio de Janeiro.

Já havia sido assim em 2008.

Uma grandiosa corrente do bem foi formada pelos amigos da Rádio Municipalista com o objetivo de amenizar a dor que muitos catarinenses enfrentaram com os temporais que arrasaram vários municípios daquele Estado, entre eles, Gaspar, local para onde foram destinados todos os donativos arrecadados pela “Rádio do Povo” durante os seus programas, nos pouco mais de cinco dias de campanha.

Ao final daquela “empreitada”, algumas carretas da Transportadora AQUARIUN tiveram a incumbência de levar, entre outras coisas, muitas toneladas de mantimentos, roupas, milhares de litros de leite, centenas de caixas de água mineral, uma imensidade de artigos de higiene e limpeza e, mais ainda, o carinho da população botucatuense. No ano passado, quantia idêntica foi enviada para as vítimas do terremoto que atingiu a população do Haiti.

Agora, em outra tragédia que também abalou o nosso país, mais uma vez, a sensibilidade dos habitantes da “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS” se fez presente. Tão logo os veículos de comunicação de todo o Brasil noticiaram a catástrofe acontecida na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, duas emissoras de rádio local (Municipalista e PRF 8 Rádio Emissora) com a ajuda de inúmeros voluntários, algumas entidades (entre elas, o Centro de Lazer Nova Aurora) e amparados pela Secretaria de Segurança Pública, Defesa Civil e Fundo Social de Solidariedade do município, com o propósito de “fazer a sua parte”, partiram para outro desafio, na certeza de que, novamente, encontrariam respaldo popular.

Não deu outra, mais uma campanha foi coroada de pleno êxito com uma expressiva arrecadação.

A cidade de Nova Friburgo – a mais castigada de todas – acabou sendo a escolhida para receber os donativos.

Isto porque, um filho de uma tradicional família botucatuense (Luiz Henrique Arena) recebeu de muitos dos seus amigos de Nova Friburgo, pedidos insistentes de socorro. O jovem botucatuense, bastante sensibilizado, de imediato, procurou (e encontrou) ajuda com alguns empresários da cidade e de outros municípios paulistas (entre eles o pessoal da IRIZAR) e, acredite, somando as arrecadações feitas nas emissoras de rádio e o auxílio dispensado por esses colaboradores, 30 toneladas de donativos foram enviadas aos desabrigados daquela localidade.

Obviamente que todos os cuidados foram tomados para que essas doações chegassem o mais rapidamente possível até os necessitados. Segundo soubemos, não foi nada fácil, uma vez que, o rigor na fiscalização nestes “causos” chega a assustar (que vergonha!). A Transportadora MARCOLA – outra grande parceira das ações beneficentes realizadas na cidade – logo na segunda-feira, transportou a primeira carreta totalmente abarrotada de doações.

Portanto, a “nóis” que, frequentemente temos oportunidade de utilizar espaços preciosos em importantes canais de informação de toda a nossa hospitaleira e solidária Botucatu, não nos resta outra coisa a fazer senão parabenizar todos os cidadãos que, direta ou indiretamente, se envolveram nesta brilhante obra de caridade; desde o mais respeitado dos organizadores até o mais humilde doador os nossos aplausos. Certamente, essa seqüência de sucesso em realizações desse porte, proporciona a Botucatu a chance de consolidar, cada vez mais, o título que, orgulhosamente, ostenta, de “Capital da Solidariedade”.

Meu carinhoso abraço desta semana é endereçado a um profissional de primeira linha, um dos comandantes mais atuantes e competentes que a Seccional de Polícia de Botucatu já teve: meu amigo e leitor dos meus comentários semanais, Doutor Antonio Soares da Costa Neto.

Caro Doutor Toninho Marvadeza, uma das coisas que mais tem peso nesta nossa vida passageira é poder caminhar, ao la do de pessoas

do bem.

Orgulho-me em poder ser parceiro de uma Instituição forte e respeitada como a Polícia Civil.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com

Afinal, é ou não é, uma vergonha?

Postado no dia 20/janeiro/2011 em Geral por Rubens de Almeida
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Confesso que não gostaria de fugir dos assuntos que, diretamente, dizem respeito à sociedade botucatuense, ainda mais, depois que tomei conhecimento do “desabafo” que o ex-prefeito municipal Mário Ielo fez através de uma emissora de rádio local – com certeza, num momento oportuno, vou contar aos meus leitores um “causo” envolvendo o ex-administrador do município, numa campanha filantrópica realizad a n

a cidade, que me causou muita revolta; entretanto, a fatalidade gerada pela força da natureza, que vitimou centenas de pessoas e alguns fatos nojentos, que, infelizmente, só acontecem neste Brasil que insistem em dizer que é de TODOS OS BRASILEIROS, impulsionaram-me a escrever este artigo.

Primeiramente, quero me solidarizar com todos aqueles irmãos cariocas pela amarga realidade que vêm enfrentando, afinal, a vida é mesmo assim; nenhum de nós consegue imaginar do quê a natureza é capaz. Evidentemente que os órgãos governamentais podem nos alertar sobre determinados riscos a que estamos expostos, porém, nem sempre aquilo a que somos orientados conseguimos colocar em prática. E assim exatamente foi o que aconteceu na maioria dos deslizamentos de terra nas cidades serranas d o

Rio de Janeiro.

Longe de mim querer questionar os “estalos” que a natureza provoca, sobretudo, quando se tratam de situações que poderiam ser evitadas com programas de prevenção; na verdade, a única saída que encontramos pela frente após uma desgraça dessa proporção é darmos as mãos uns aos outros, em prol do bem estar coletivo. Acredito que o povo brasileiro (não só os cariocas) terá um papel muito importante na reconstrução de tudo o que acabou destruído nessa tragédia.  Aliás, parece que o outro lado da moeda também está movimentando a população da sempre encantadora “Cidade Maravilhosa”.

Excepcionalmente, no mesmo dia em que catástrofes aconteciam em vários pontos desse respeitado Estado, um mocinho mimado (Ronaldinho Gaúcho) desses boyzinhos que vivem em função do “cascalho”, amparado por seu procurador e irmão Assis (gente finíssima) e cuja família havia, dias atrás, “fechado as portas” de um programa social que envolvia o futuro de centenas de crianças carentes no Rio Grande do Sul, conseguiu levar para a sede do CR Flamengo milhares de pessoas para aplaudir a sua chegada ao clube. Quanta estupidez!

Confesso que não conseguia entender nada dos noticiários, uma vez que, um canal de televisão reservava espaços para mostrar a tragédia dos morros e outro para registrar a “façanha” da presidente do Flamengo Patrícia Amorim; o mais grave é que tudo estava acontecendo no mesmo lugar.

Tinha mais gente “prestigiando” a chegada do jogador, do que voluntários no auxí lio aos desamparados.

É o fim da picada!

Além do mais, será que esses torcedores sabem que esse “fenômeno” que acabou de ser mandado embora da Itália vai ganhar por mês o equivalente a 2.800 salários mínimos, ou melhor, R$ 1.500.000,00, aproximadamente? Acredito que não; a ficha desses fanáticos torcedores só cairá no dia em que ocorrer o primeiro “choque” entre esse “dodóizinho” e algumas estrelas do time flamenguista, o Professor Vanderlei Luxemburgo, por exemplo.  Como bem diz o renomado jornalista Boris Casoy: “isso é uma vergonha”!

Seria bom que toda essa quantia astronômica em dinheiro oferecida a um único brasileiro também marcasse presença no dia-a-dia daqueles que perderam tudo com os deslizamentos de terra; no entanto, nada disso ocorrerá, pelo menos, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral não demonstrou nos seus primeiros atos, estar com a “mão aberta”. O governo carioca planeja ofertar aos desabrigados tão somente a oportunidade de sacar 40% do FGTS e, àqueles que perderam suas moradias, alguns meses de “Vale Aluguel”, no valor de R$ 300,00 cada. Disso, nem mesmo o respeitado apresentador Boris Casoy pode falar que é uma vergonha.

É, minha gente, lamentavelmente, têm acontecido muitas tragédias neste país ric o e

maravilhoso.

Sempre que a natureza mostra o seu descontentamento com o homem, ela consegue deixar, mais do que evidenciado, um rastro enorme de tristeza e desespero.

Ainda bem que “nóis”, filhos deste país injusto socialmente – que insistem em dizer que é de todos os brasileiros – continuamos contando com a força, a proteção e o Poder Dele, o Protetor do Mundo.

Por fim, deixo duas indagações no ar: a primeira direcionada ao “novo” astro do futebol nacional: prezado Ronaldinho, talvez você não saiba, mas muitos artistas (bem mais reconhecidos do que você e que faturam bem menos), não abrem mão de ajudar o próximo. Vá visitar o hospital do Câncer de Barretos, por exemplo, e tome conhecimento da realidade que norteia aquela Casa de Saúde gigantesca e quem são os seus colaboradores.

A outra em forma de reflexão a todo povo brasileiro: o governo federal está prometendo um sistema nacional de alerta e prevenção de desastres naturais. Só que a perspectiva de ação é só para daqui a quatro anos.

Haja paciência!

Meu carinhoso abraço desta semana é dedicado, especialmente, aos amigos da Rádio Municipalista de Botucatu, que, na manhã seguinte aos “estragos” provocados pela natureza no Rio de Janeiro, “arregaçaram as mangas” e iniciaram uma bonita arrecadação de donativos que serão enviados aos desabrigados, através da Defesa Civil do Município.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com