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Professor Eder Trezza, um catedrático também no lado humanitário

Postado no dia 31/março/2010 em Botucatu, Homenagem, Medicina por Rubens de Almeida

“HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE. DO DISCURSO À PRÁTICA”. Este é o título do livro lançado pelo conceituadíssimo professor de cardiologia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, a nossa UNESP, Doutor Eder Trezza, na tarde do último dia 16 de março, no Salão Nobre da Faculdade de Medicina.

Muita gente importante da comunidade unespiana compareceu na bonita solenidade organizada para o lançamento desta verdadeira amostra de quem foi este profissional magnífico, que, além da invejável capacidade na arte de ensinar estudantes de Medicina, cuidou da saúde de milhares de pessoas durante os quase 50 anos de trabalho neste gigante denominado Hospital das Clínicas da UNESP, de Rubião Junior.

“Nóis”, que com muita alegria, desde a metade da década de 60, estamos juntos e em inúmeras oportunidades nos abraçamos em prol de causas das mais variadas, estamos felizes por sentirmos que o nosso querido Doutor Eder, mesmo aposentado, continua preocupado com o lado humano daqueles que buscam, no nosso HC, a recuperação da sua saúde. Aliás, este cuidado sempre foi a marca registrada deste ser maravilhoso.

Não deve ter sido muito difícil para o mestre Eder Trezza reunir material para a elaboração deste projeto, já que seu intento, como profissional numa área de tanta importância como a saúde pública, impecavelmente foi cumprido.

Sua riquíssima obra conta parte da sua historia de vida e retrata com muita perfeição como sua bonita trajetória nesse meio século de dedicação – como Médico, Professor, Chefe de Departamento, Voluntário, Coordenador do Grupo SEMPRE VIVA, Membro da Comissão de Humanização do Hospital, e até mesmo como Diretor do HC – a esse complexo hospitalar que não pára de crescer; porém, que nos anos 70, época da saudosa FCMBB, somente sobreviveu graças ao arrojo dos que a exemplo do Doutor Eder, registraram sua marca de empreendedorismo num “cantinho” especial dessa maravilhosa Instituição.

Sempre convicto das suas intenções, o nobre docente relatou nas 120 páginas do seu livro, além da relevância da humanização no atendimento hospitalar – sua maior inspiração – a fundamental importância de se oferecer um atendimento de qualidade; assistência religiosa; atenção especial com as crianças, oferecendo-lhes, inclusive, espaços para recreação e, um item de especial destaque que, a meu ver, deixa muito a desejar nos hospitais: informação aos pacientes.

Dentro deste tópico, o glorioso mestre contou até uma “historinha interessante”, dessas que ocorrem com muita frequência nas enfermarias de todos os hospitais (públicos ou não). Um paciente de nome Maria Isabel, há dias no seu leito, não conseguia falar com o seu médico e então resolveu ligar para o hospital do seu leito: “Bom dia! É da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me fornecesse informações sobre pacientes. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou. Qual é o nome do paciente? Maria Isabel, ela está no leito 302. Um momentinho. Vou transferir a ligação para o setor de enfermagem. Bom dia, sou a enfermeira Lourdes, o que deseja? Gostaria de saber as condições da paciente Maria Isabel do quarto 302, por favor. Um minuto, vou localizar o médico de plantão. Aqui é o doutor Carlos, plantonista. Em que posso te ajudar? Olá, doutor, preciso que alguém me informe sobre a saúde de Maria Isabel, que está internada, há três semanas, no quarto 302. Ok, minha senhora, vou consultar o prontuário da paciente, um instante só. Bem aqui está. Ela se alimentou bem hoje, a pressão arterial e o pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirada do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta nos próximos três dias. Ah! Graças a Deus! São notícias maravilhosas!Que alegria! Minha senhora, pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família? Não doutor, eu sou a própria Maria Isabel, telefonando aqui do 302! É que todo mundo entra e sai do quarto e ninguém me dá informação alguma”.

Parabéns, conceituado catedrático e grande amigo Professor Doutor Eder Trezza por dar continuidade aos seus projetos de vida, mostrando, através deste trabalho, por sinal bastante explícito, a importância da humanização e do dever humanitário em toda prestação de serviço oferecida por todos os hospitais públicos deste país desigual em tudo, especialmente quando o assunto é a saúde da população pobre, carente e desinformada.

Naquela mesma tarde, outro colega de trabalho do Departamento de Saúde Pública, um lugar especial onde trabalhei por longos 35 anos e conquistei muitas boas amizades, também lançou um livro “pra” lá de interessante: “ENTRE A CIÊNCIA E A EXPERIÊNCIA”. Parabéns, querido amigo Professor Doutor Antonio de Pádua Píton Cyrino, pela edição deste livro que, certamente, será de grande valia na orientação e no combate adequado de muitas enfermidades.

Aproveitando todo o saudosismo que tomou conta de mim na “montagem” deste pequeno texto que escrevi como forma de homenagear dois colegas especiais, envio o meu abraço desta semana a duas figuras humanas que nortearam positivamente grande parte da minha estada na nossa querida “faculdade”: meu eterno chefe Doutor Nelson de Souza e o renomado cirurgião Élson Felix Mendes, um cidadão que, na minha visão, depois do inesquecível Professor Oswaldo Minicucci, foi quem mais cultuou a língua portuguesa. Ambos, meus amigos de décadas, ou melhor, de um tempo que, infelizmente, ficou para trás.

Novamente, a vida nos prega uma desagradável surpresa. Desta vez, os jornalistas de todo país é que ficaram um pouco mais empobrecidos com a notícia da morte de um de seus maiores mestres: o Brasil está de luto, faleceu na manhã da última segunda-feira, no Rio de Janeiro o conceituado jornalista brasileiro, Armando Nogueira. Descanse em paz, brilhante profissional e grande esportista.  

RUBENS DE ALMEIDA – ALEMÃO
alemao@asu.com.br

Animais domésticos – diretrizes

Postado no dia 29/março/2010 em Botucatu, Comportamento, Pets por Maria Lúcia

Finalmente, após quase 2 anos,  foi normatizado a lei municipal 4.904 de 11 de abril de 2008”, que  regulamenta as diretrizes em relação aos animais domésticos em Botucatu.

O aumento da população de cães e gatos nas ruas pela falta de responsabilidade de proprietários e criadores ao deixarem procriarem indiscriminadamente, talvez tenha sido o mais relevante, quando se questionou a necessidade de uma legislação específica para animais em nosso município, além de outros problemas levantados pela população.

Uma equipe composta por representante de diversos setores,  liderada pelo Dr. Caldas, trabalhou por 3 anos na legislação  adequando a nossa realidade,  garantindo o bem estar dos animais e da população.

Dentre os artigos podemos destacar:
… A punição sobre aos dejetos deixados pelos cachorros nas vias públicas e a responsabilidade dos donos em relação a isso.

… Responsabilidade dos proprietários a manutenção, guarda e transporte de animais em condições adequadas de alojamento, saúde, higiene e bem-estar.

… Criador, proprietário ou responsável por animais responderá, civil e criminalmente, pelos atos danosos cometidos ou provocados pelos mesmos, estando ou não na presença deles, incluindo os danos físicos e materiais decorrentes de agressão dos animais a qualquer pessoa, seres vivos ou bens de terceiros.

… Os animais domésticos e domesticados residentes no Município de Botucatu deverão ser registrados na Secretaria Municipal de Saúde ou em estabelecimentos veterinários devidamente credenciados por ela.

… Criação de cães e gatos com a finalidade comercial só será permitida para criadores registrados na Secretaria Municipal de Saúde, obedecidos os critérios de autorização de funcionamento, emitidos pela mesma.

… Fica proibido o comércio ambulante ou em feiras-livres, de artesanato ou de antiguidades, ficando seus infratores sujeitos à pena de apreensão dos animais e de gaiolas, barracas ou qualquer outro objeto utilizado para exposição ou contenção dos mesmos, sem prejuízo da aplicação das demais penalidades estabelecidas nesta lei.

… Em todo estabelecimento ou evento onde ocorra comércio de animais, deverá ser afixada placa, em local visível, esclarecendo sobre a natureza do estabelecimento ou evento, responsável pela venda, e sobre os direitos dos consumidores, a posse responsável de animais e as obrigações dos criadores e vendedores.

… Os compartimentos deverão ser mantidos afastados das calçadas ou locais de grande movimento, como entrada de lojas, de maneira que evite o estresse dos animais.

… No comércio de filhotes deve ser observada a idade mínima para o desmame, sendo de, no mínimo, 60 (sessenta) dias para cães e gatos. ( referente a canil).

… Filhotes de cães e gatos só podem ser expostos em locais de venda, a partir de 120 (cento e vinte) dias de idade, com comprovação de vermifugação e imunização para leptospirose e para a raiva, realizada segundo indicação dos órgãos municipais de vigilância em saúde ambiental. ( referente a lojas )

… Fica proibida a utilização e a exibição de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou não, adestrados ou não, em espetáculos ou parques circenses ou similares realizados no Município de Botucatu.

Os criadores e lojistas devem ter um prazo para se adequarem a legislação, mas devem se apressar para não serem multados.

Para ler a legislação na íntegra, acesse o site da prefeitura

http://www.camarabotucatu.sp.gov.br/camver/LEIMUN/2008/04904.pdf

Um Grande Abraço

Maria Lúcia de Souza
Veterinária Cães e Gatos